Israelismo

Rav Máximo Lins

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Ano 70 d. c., o início da diáspora

 


Após o ataque romano no ano 70 d.C., que culminou na destruição de Jerusalém e do Segundo Templo, os judeus da Judéia sofreram um impacto devastador: houve um massacre em massa, com cerca de 97.000 sobreviventes vendidos como escravos e a dispersão forçada da população. Esse evento intensificou a diáspora, com judeus emigrando para a Babilônia, Europa, Ásia e África, mantendo sua identidade através da religião e laços culturais.

Destruição do Templo: O coração da crença judaica foi queimado, resultando na perda do centro de adoração e sacrifício, o que forçou o judaísmo a se transformar de uma religião baseada no templo para uma baseada na sinagoga e no estudo da Torá.

Escravidão e Expulsão: Muitos foram enviados como escravos para várias partes do Império Romano, enquanto outros fugiram para áreas como a Babilônia, onde já existia uma comunidade judaica.

Perda da Soberania: A autoridade política e religiosa judaica na região foi suprimida e a Judeia foi ainda mais militarizada pelos romanos.

A "Diáspora Judaica": O evento foi um marco crucial para a dispersão do povo judeu, levando à formação de comunidades distintas, como os Ashkenazi (leste europeu) e Sefarditas (Península Ibérica), além da mizrahim(países árabes).

Contínua Rebelião: Mesmo após 70 d.C., a resistência continuou até a queda da fortaleza de Massada (c. 73-74 d.C.) e, mais tarde, a Revolta de Bar Kokhba (132-135 d.C.), que resultou em uma repressão ainda mais severa pelos romanos.

Apesar da devastação, as comunidades judaicas sobreviveram e mantiveram suas tradições, iniciando um longo período de vivência no exílio (diáspora) sem um território soberano por séculos.