Israelismo

MOVIMENTO BNEI ANUSSIM= Filhos dos Forçados

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Somos um grupo Étnico

 A Etnia Israelita,  cuio nome do local de reunião  é Sinagoga ha-Tsadikim, é um grupo étnico composto por Bnei Anussim conforme registro em Cartório e personalidade jurídica conforme documento expedido  pela Receita Federal a mais de 2 décadas, conforme cartão anexo:


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O que é a Etnia Israelita?

 A Etnia Israelita é um grupo Étnico com personalidade jurídica há mais de 2 décadas na cidade de Cascavel, Ceará,  inscrita no CNPJ 07.107.383/0001-40. Sua diretoria é composta pelo quarteto Maximo Lins(presidente), Adriano Azevedo(vice-presidente,  Luciana Oliveira(secretária) e Edviges Pessoa(tesoureira). A Etnia Israelita é formada  por Bnei Anussim= filhos dos forçados, forçados ao quê? Forçados a se converterem a força no tempo da inquisição. Conversão forçada não é conversão e por isso, nossos pais, avós e bisavós, mantiveram costumes tradicionais como não varrer a porta colocando o lixo pela porta da frente em respeito ao mezuzá e outros eram ainda mais claros como meu pai, que dizia que era judeu e que meu avô havia lhe ensimado que as pessoas quardam o domingo, mas o dia que D'us deixou como dia de deacanso foi o Shabat. São pessoas assim, que ao descobrir suas origens israelitas na construção de suas árvores genealógicas, fintes histórica familiar, costumes e outros meios, retornaram e estão retornando às suas raízes, como filhos dos Anussim= forçados. Para nós,  somos por sangue, por genética e linhagem, e é esse sangue dos nossos avóse bisavós convertidos a força, que tem nos chamdo de volta as nossas raízes. Isso nos faz lembrar Mosheh(Moisés), que foi criado como egípcio e cresceu achando que realmente fazia parte do povo egípcio até descobrir que ele era na verdade descendente de israelitas e que o seu povo era o povo israelita e não o povo egípicil. Assim são muitos nos dias de hoje, cresceram achando que eram parte do povo católico, evangélico e outros, mas que na verdade fazem parte por descendência do povo israelita. Há mais de 20 anos esse pequeno grupo vem sofrendo perseguições intensas por praticar uma crença diferente da maioria, o Israelismo. No entanto, as pessoas desse grupo étnico continua sendo alvo apenas por se identificarem como israelitas(judeus) e praticarem o Israelismo(Judaísmo), mas permanecem resistindo o antissemitismo e se mantendo firmes na prática e retorno às suas raízes. Isso é uma grande descoberta, um achado importante e certamente o crescente movimento Bnei Anussim vai aumentar cada vez mais e despertar muitos Moisés(Mosheh) que ainda dormem, sem saber que são Bnei Anussim= FILHOS DOS FORÇADOS!

sábado, 22 de agosto de 2026

O que está acontecendo com o mundo?

Desde agosto o mundo vem registrando terremotos de magnitude acima de 7. 0, causadores de destruição e mortes em várias partes do mundo, inclusive em regiões como América do Sul, como os que aconteceram na Venezuela e Colômbia. Mas o que está acontecendo? Ninguém sabe ao certo, mas parece que está acontecendo alguma coisa errada no núcleo da terra. Antes os cientistas diziam que eram o mover das placas tectônicas, mas alguns terremotos aconteceram em países que não haviam encontro de placas tectônicas. Isso significa que os terremotos recentes não estão acontecendo devido o movimento de placas, mas sim, por algo errado no núcleo da terra. O que isso indica, o início do fim do planeta ou nada preocupante? Mas de uma coisa sabemos, isso não é normal e devemos nos preocupar para a vinda de coisas ainda piores. Tudo se desgasta com o  tempo e eu acredito que a terra está se desgastando.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

A era de ouro na Península Ibérica


 

A Era de Ouro na Espanha (séculos X a XII) foi o período de maior florescimento cultural, científico e espiritual do judaísmo sefardita. Sob o domínio dos califados islâmicos, principalmente em cidades como Córdoba, Granada e Toledo, os judeus alcançaram posições de grande influência e riqueza.

Este período foi marcado pela convivência (chamada de Convivência) entre muçulmanos, judeus e cristãos.

O Status de Dhimmi e a Integração

Os judeus na Espanha muçulmana (Al-Andalus) não tinham igualdade civil plena, mas possuíam autonomia interna:

·         Estatuto de Dhimmi: Significa "povo protegido". Os judeus da época pagavam um imposto especial (jizya) em troca de liberdade de culto e segurança física.

·         Autonomia Jurídica: As comunidades judaicas da época tinham tribunais próprios para julgar questões internas de direito civil e religioso.

·         Ascensão Política: Os Judeus da época tornaram-se diplomatas, conselheiros reais e médicos da corte islâmica por sua fluência em vários idiomas.


Grandes Nomes e Contribuições

A Era de Ouro produziu mentes da área da filosofia, medicina e poesia mundial:

·         Hasdai ibn Shaprut (915–970): Médico e diplomata, foi o pioneiro. Ele financiou acadêmicos e transformou Córdoba no centro cultural do mundo judeu, rompendo a dependência da Babilônia.

·         Maimônides / Rambam (1138–1204): Nascido em Córdoba, foi considerado o maior filósofo judeu da história pelos talmudistas. Escreveu o Guia dos Perplexos (conciliando a filosofia de Aristóteles com a Torá) e o Mishná Torá (código de leis), incerindo o misticismo por meio de fontes de outras culturas e religiões.

·         Judá Halevi (1075–1141): Um dos maiores poetas da língua hebraica, famoso por seus poemas de amor à terra de Israel e pela obra filosófica O Cuzari.

·         Ibn Gabirol (1021–1058): Poeta e filósofo neoplatônico. Sua obra influenciou tanto o pensamento judaico quanto a filosofia escolástica cristã medieval.

 

O Fim da Era de Ouro

O declínio dessa era começou no final do século XI devido a invasões e instabilidade política:

·         Invasão dos Almorávidas e Almoadas: Dinastias islâmicas radicais vindas do Norte da África invadiram a Espanha. Eles acabaram com a tolerância religiosa e forçaram a conversão ou a fuga dos judeus (o próprio Maimônides teve que fugir para o Egito).

·         A Reconquista Cristã: À medida que os reinos cristãos do norte avançavam para o sul, a dinâmica mudava. Inicialmente, reis cristãos mantiveram judeus na administração, mas a pressão da Igreja aumentou drasticamente até culminar na expulsão definitiva dos judeus da época em 1492.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

A adaptação na diáspora e o surgimento do termo Sefarad e Ashkenaze

 


Os judeus da Judeia se reorganizaram criando duas grandes identidades culturais e geográficas na Europa. Eles também adaptaram sua religião para sobreviver sem um templo central.

Abaixo está a divisão de como esses grupos se formaram e como o judaísmo se transformou.

A Origem das Identidades Culturais

Os fluxos migratórios após o ano 135 d. e. C. dividiram o povo judeu em duas ramificações principais no continente europeu:

•        Sefarditas (Península Ibérica): Judeus que migraram para as regiões que hoje correspondem a Espanha e Portugal. O termo vem de Sefarad, palavra hebraica para designar a Península Ibérica. Eles desenvolveram uma cultura muito influenciada pelo mundo greco-romano e, séculos mais tarde, pela civilização islâmica. Falavam o ladino (uma mistura de espanhol antigo com hebraico).

•        Ashkenazitas (Europa Central e Oriental): Judeus que se deslocaram inicialmente para a Península Itálica e depois subiram em direção ao Vale do Rio Reno (fronteira entre Alemanha e França). O termo vem de Ashkenaz, termo hebraico associado à Alemanha. Mais tarde, devido a perseguições, migraram em massa para a Polônia, Rússia e Ucrânia. Falavam o iídiche (mistura de alemão medieval com hebraico).

 

Transição para o Judaísmo Rabínico

A perda definitiva de Jerusalém forçou uma revolução espiritual e estrutural, liderada por sábios como Yochanan ben Zakai. Sem o Templo físico e sem a possibilidade de fazer sacrifícios de animais, o judaísmo passou por adaptações:

•       O sacrifício de animais foi substituído por orações diárias (Tefilá) e por atos caridade.

•        Do Templo para a Sinagoga: A Sinagoga (casa de assembleia) passou de um simples local de reuniões para o centro espiritual de cada comunidade. Qualquer lugar do mundo poderia ser um espaço sagrado, desde que houvesse uma comunidade reunida.

•        Dos Sacerdotes para os Rabinos: Os Kohanim (sacerdotes que cuidavam do Templo) perderam a função prática. A liderança passou para os Rabinos, que eram professores, juristas e estudiosos da Torá.

•        Do Altar para o Livro: A fixação da Torá tornou-se vital para manter o povo unificado na Diáspora. Os rabinos compilaram a Mishna (cerca de 200 d.C.) e os Talmudes (Jerusalém e Babilônia, entre os séculos IV e VI), criando um código de leis que os judeus podiam carregar para qualquer país, um claro desvio da Torá, que mistura ás leis de D’us com misticismo e práticas de outras religiões.


Rav Máximo Lins

segunda-feira, 8 de junho de 2026

A dispersão pelo mundo após a derrota de Bar Kochba

 Após a derrota na Revolta de Bar Kokhba (135 d.C.), os romanos



devastaram a Judeia e proibiram os judeus de viver em Jerusalém.

Muitos sobreviventes foram escravizados. Grande parte da população refugiou-se na Galileia (norte de Israel), enquanto outros se juntaram a comunidades já existentes ao redor do mundo.

O mapa da dispersão a partir do século II seguiu rotas bem mapeadas:

•             Galileia e Líbano: A região montanhosa ao norte tornou-se o novo centro intelectual e populacional do judaísmo na Terra de Israel, onde o Talmude de Jerusalém foi posteriormente compilado.

•             Babilônia (atual Iraque): Refúgio histórico desde a Antiguidade. Esta comunidade tornou-se um grande polo cultural, onde se desenvolveu o Talmude da Babilônia.

•             Bacia do Mediterrâneo: Comunidades se espalharam por Alexandria (Egito), Roma (Itália), Ásia Menor (Turquia) e Grécia, onde já havia uma extensa diáspora desde o Período Helenístico.

•             Península Ibérica e Europa Ocidental: Grupos chegaram à Península Ibérica, onde mais tarde dariam origem à identidade judaica sefardita.

Essa expansão marcou a consolidação da Diáspora Judaica, fazendo com que a liderança religiosa e cultural mudasse dos sacerdotes do Templo para os rabinos.


Rav Máximo Lins