DATAS COMEMORATIVAS
Estas são as solenidades do vosso Criador, as santas convocações que proclamareis no seu tempo determinado. Passuk 4 Pérek 23 de Vaykláh
01-ROSH HASHANAH: literalmente início do ano, ocorre sempre no Equinócio da Primavera/Outono conforme a Torah escrita. A palavra de D'us é clara: “Hoje no mês de Aviv vós saís.” Cap. 13 Ver. 4 de Shemot
02-Shabat:
Na religião cristã, o domingo, primeiro dia da semana, é o dia de descanso semanal; para os islâmicos, a sexta-feira, sexto dia da semana é o dia de descanso semanal; mas para nós israelitas, o sétimo dia da semana é que é o dia de descanso semanal e isso não uma cultura, isso é um mandamento. O Shabat é o sétimo dia da semana e mais um mandamento ordenado por D'us. Guardar o Shabat não é apenas descansar de todo trabalho semanal, é guardar um mandamento milenar ordenado por D'us: v8 Lembra-te do dia do Shabat [sábado] para santificá-lo. v9 Seis dias trabalharás e farás toda tua obra, v10 mas o sétimo dia é o Shabat de YHVH, teu D'us, no qual tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal e o estrangeiro que estiver em teus portões, não farão nenhuma obra, v11 porque YHVH fez os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias e repousou no sétimo, e por isso YHVH abençoou o Shabat e o santificou. Cap. 20 de Shemot
Tudo começa em Yom Shishi, sexto dia da semana. É na sexta-feira que fazemos faxina na casa e preparamos tudo para o dia seguinte, porque ele significa muito para nós, não apenas por ser um dia de descanso, mas também por ser um dia totalmente voltado para D'us. Por isso, na sexta-feira, preparamos a janta, o café da manhã e o almoço para a noite, manhã e a tarde de Shabat. Yom shishi(sexta-feira) é o dia da preparação para um encontro com o Shabat e elevação.
O SHABAT NA DIÁSPORA: O Shabat para israelitas de diversas nacionalidades do mundo não tem o mesmo privilégio dos israelenses, pois em outros países o feriado semanal é no domingo nos países cristãos e na sexta nos países árabes. Por isso, o israelita da diáspora tem que trabalhar no Shabat sob pena de perder o emprego ou viver desempregado, isso significa que não cumprir integralmente porque não pode, é diferente de não cumprir porque não quer, e D'us entende isso muito bem. E isso serve para todas as outras datas festivas. Mas não podemos dizer como muitos que se não dá pra cumprir tudo não vou cumprir nada, por que isso é justificação pra quem já não queria cumprir nada mesmo. Na diáspora cumprimos o que é possível cumprir na diáspora e se não dá pra cumprir integralmente, cumprimos parcialmente. O que dá pra deixar pra fazer antes ou depois, não fazemos no Shabat. Isso também serve pra outras datas já mencionadas. O importante é cumprir o que é possível cumprir, e D'us ver isso como esforço e boa vontade.
03-Rosh chodesh:
E será que de um Shabat a outro Shabat e de um início de mês a outro início de mês, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim", diz YHVH. Ver. 23 do cap. 66 de YeshaYahu O passuk deixa claro que além de um encontro semanal com D'us, temos também um encontro mensal, o Rosh Chodesh, literalmente início de mês. O primeiro dia de cada mês é também um dia de elevação para nós, no qual nos dobramos perante nosso Criador para não termos que nos dobrar diante dos nossos inimigos, por isso, esse dia também tem sua importância para nós e não deve passar como se fosse um dia qualquer. Rosh Chodesh se repete12 vezes a cada ano e nos lembra também as doze tribos de Israel. Rosh Chodesh é marcado com uma refeição especial como no Shabat e com preces aquele que é Rei, que reina e reinará para sempre em nossas vidas!
04-Pêssach:
Pêssach ocorre sempre no final do dia 14 de Aviv, exatamente 14 dias depois do Equinócio da Primavera. Pêssach consiste em uma refeição rápida no crepúsculo da tarde desse dia. Os alimentos ordenados por D'us para essa refeição são três: Maror(ervas amargas), Matsôt(pães sem fermento) e carne de um desses três animais kasher, de preferência carne de cordeiro, mas caso não tenha a carne de cordeiro pode ser a carne de cabrito e não tendo carne de cabrito, pode substituir por carne de bezerro. A carne deve ser assada no fogo, como churrasco. No primeiro mês, aos 14 dias do mês, à tarde, é Pêssah [Páscoa] para vosso Criador. Ver. 5 do cap. 23 de Vaykláh + E nesta noite comerão a carne grelhada no fogo, e comerão pães não fermentados [Matsá] com ervas amargas. Não comais dela mal passada no fogo nem cozida na água, mas, sim, será grelhado ao fogo o cordeiro inteiro, com sua cabeça, com seus pés e com suas entranhas. E não fareis sobrar nada dele até a manhã; e o que sobrar dele queimareis no fogo, pela manhã. Vs. 8, 9 e 10 do cap. 12 de Shemôt
05-Chag haMatsót:
Logo depois de Pêssach, se inicia o dia 15 de Aviv, exatos 15 dias desde o Equinócio da Primavera/Outono. A partir dessa data, começa a Chag haMatsót, literalmente festa dos pães sem fermento. A Chag haMatsót tem a duração de 7 dias consecutivos, do dia 15 ao dia 21 de Aviv, e os mandamentos são dois: 1º Não pode comer ou ter em casa fermento ou produtos fermentados durante os 7 dias, e 2º, é obrigatório comer matsót(pães sem fermento) durante todo o período da festa. O hamêts(fermento) ou produtos fermentados são retirados de casa no dia 14 antes do sêder de Pêssach e só retornam no dia 22 do Calendário Israelita. O primeiro e último dia são festivos e os demais são semi-festivos.
06-Tenufáh Alumáh shel chitáh:
Literalmente Movimentação do Molho de Trigo, é um ato cerimonial no qual apresentamos um molho de trigo a D'us a fim de que Ele abençoe a nossa colheita. A finalidade aqui é que Ele abençoe as nossas finanças. Essa cerimônia acontece no primeiro dia da semana, ou seja, no domingo que vier logo após o encerramento da Chag ha Matsót. A partir do momento que apresentamos o molho de trigo a D'us, se inicia a contagem de sete semanas completas até Shavuót sem comer trigo ou seus derivados. A contagem não pode se iniciar em uma segunda ou em qualquer outro dia da semana porque o mandamento é claro, tem que ser sete semanas completas, de Yom rishon(domingo) ao Shabat, e se começar em qualquer outro dia da semana não serão sete semanas completas e o mandamento é quebrado. Ás sete semanas completas equivalem a 49 dias a contar do dia da apresentação do molho até o sétimo Shabat, véspera de Shavuót, a festa das semanas. Em Shavuót apresentamos dois pães fermentados como primícias a D'us, e voltamos a comer trigo. "Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da colheita do trigo ..." Ver. 22 do cap. 34 de Vaykláh
07-Shavuót:
Shavuót, literalmente semanas, plural de shavua, é a festa das primícias da colheita do trigo. Acontece 50 dias a partir da movimentação do molho de trigo(Tenufáh Alumáh shel chitáh). O nome Shavuót é devido a contagem das sete semanas completas ordenadas por D'us até a véspera de Shavuót. A data é festiva, com muita comida a base de trigo como bolos, salgados e muitos outros alimentos, bem como bebidas diversas desde refrigerantes e sucos até vinhos. Músicas não podem faltar e rodas de danças fazem parte do ambiente e dia solene. Assim como as demais festas tradicionais, Shavuót é um mandamento que deve ser cumprido na data exata, como base no Calendário Israelita. Essa é a primeira festa das colheitas que acontece em Sivan, terceiro mês do ano. A segunda festa das colheitas é Sukót, que acontece em Eytanin, sétimo mês, mas isso é um assunto que vai ser abordado mais adiante.
08-Yom Simchat:
Literalmente dia de alegria, Yom Simchat é o oposto de Yom Kipur, dia de aflição. Nessa data festiva de apenas um dia, cantamos, dançamos, comemos, bebemos e nos alegramos, dez dias antes do dia de aflição. Assim como Rosh haShanah acontece sempre no Equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, onde fica Israel e Outono no Hemisfério Sul, onde fica o Brasil, Yom Simchat acontece também sempre no Equinócio de Outono no Hemisfério Norte, onde fica Israel e Equinócio da Primavera no Hemisfério Sul, onde fica o Brasil. A data é 1º de Eytanin, sétimo mês do Calendário Israelita, esta não é apenas uma data festiva, a celebração desse dia é um mandamento. "Fala aos filhos de Israel dizendo: Semelhantemente tereis santa convocação no primeiro dia do sétimo mês: nenhum serviço comum fareis: este vos será um dia de intensa alegria." Passuk 01 pérek 29 Bamidbar O mandamento principal deste dia é se alegrar!
09-Yom Kipur:
Ao contrário do dia de alegria que antecede o dia dez de Eytanin, Yom Kipur é o dia de aflição: "Porque toda a pessoa, que naquele mesmo dia não se afligir; será excluída do meu povo." Passuk 29 pérek 23 Vaykláh O mandamento principal aqui é se afligir sob pena de exclusão. Yom kipur sempre será dez dia depois do Equinócio da Primavera/Outono e é um dia em que nos privamos de tudo que é prazeroso, isso inclui músicas, dança, piadas, bebidas, comidas, passeios, ato sexual com o cônjuge, TV, internet e muito mais. Muitos preferem jejuar para cumprir o mandamento de uma forma mais satisfatória, embora D'us não tenha ordenado jejuar, o jeju é sim uma forma de aflição quase que perfeita, com a privação voluntária de água e comida do final do dia 09 até o fim do dia 10 do sétimo mês. Disse D'us: "Mas o dia dez do sétimo mês será Yom Kipur(dia da expiação), nele vos afligireis e estareis proibidos de fazer qualquer atividade comum ..." Passuk 27 pérek 23 Vaykláh
10-Sukot:
Sukot, plural de cabana, é uma festa celebrada exatamente quinze dias depois do Equinócio de Outono/Primavera. Assim como Shavuót, Sukot é também uma festa das colheitas, chamada de festa da colheita da saída do ano, conforme er. 22 do cap. 34 de Vaykláh
Eytanin, sétimo mês do Calendário Israelita, tem três eventos importantes: Yom Simchat no primeiro dia, Yom Kipur no décimo e Sukot do dia quinze ao 21. Mas o sentido principal de Sukot não é a colheita, e sim, o significado espiritual que nessa data lembra a passagem dos nossos antepassados pelo deserto e a habitação em cabanas durante 40 anos de peregrinação. Por isso, todos os anos, construímos uma Sukáh(cabana) e habitamos nela por sete dias conforme o mandamento. O costume de acampar vem da tradição da festa de Sukót, onde ficamos literalmente acampados em cabanas. Na diáspora, quem não pode habitar integralmente na cabana, faz pelo menos ás refeições durante os sete dias, além das preces e leitura da Torah, bem como meditação de como foi a vida dos nossos antepassados no deserto. Quem não pode cumprir tudo cumpre pelo menos o que é possível cumprir na diáspora; não cumprir porque não pode é diferente de não cumprir porque não quer, e D'us sabe disso!
11-Chanukáh:
Chanukáh é uma festa celebrada no dia 25 de kislev, a celebração não é um mandamento como os demais dias festivos citados anteriormente, ela é um evento histórico de um acontecimento miraculoso em 165 antes da era comum. O Império Macedônio chegou ao fim com a morte de Alexandre Magno e se dividiu em quatro reinos distintos, um deles foi o reino da Síria, sob o reino de Antíoco Epifânio. Esse rei invadiu a Judéia e a dominou, impondo logo em seguida a proibição da prática do Israelismo. Conforme ordem de Antíoco, estava proibido guardar o Shabat, Rosh Chodesh e todas as festas, assim como, as demais práticas da nossa crença. O Templo, foi profanado com a proibição dos sacrifícios ordenados por D'us e no lugar, Antíoco Epifânio ordenou que fosse colocada uma estátua de Bel, deus dos sírios e que fosse oferecidos sacrifícios a esse deus, no lugar do D'us de Israel. Depois de alguns anos uma família de levitas, os Macabeus, se revoltou e liderou uma revolta armada contra o exército invasor com milhares de israelitas de todas as tribos e conseguiu derrotar Antíoco Epifânio e seu exército, os expulsando completamente da Judéia. Após a vitória, os Macabeus destruíram todos os altares dos deuses sírios, bem como, todas as imagens, inclusive a de Bel, que estava dentro do Tempo. Depois da purificação do Templo, não avia azeite suficiente para acender o Menorá de sete canudos, tudo que havia era um pequeno frasco de azeite consagrado que só daria para algumas horas. Mesmo assim, os kohanim(sacerdotes) o colocaram no Menorá(candelabro) e o que daria para apenas algumas horas, durou oito dias seguidos. Dái nasceu Chanukáh, o milagre da multiplicação do azeite era uma confirmação de que a vitória dos Makabeus era também um milagre realizado por D'us. Sendo assim, essa data não deveria ser esquecida jamais, sendo o dia 25 de Kislev, a data de relembrar anualmente esse grande milagre que libertou a Judéia do domínio do inimigo e devolveu a liberdade religiosa ao povo de Israel. Chanukáh é celebrada todos os anos a milênios; acendemos velas em um objeto religioso chamado Chanukiáh, ele é um candelabro de oito braços, onde acendemos a primeira vela no dia 25 de Kislev a segunda no dia 26, a terceira no dia 27 até completar os oito canudos com oito velas, que correspondem aos oito dias que o Menorá ficou aceso no tempo dos Macabeus.
12-Purim:
Literalmente sortes, Purim é uma festa anual que assim como Chanukáh, também não é uma ordenança de D'us. Essa data foi instituída por um decreto da rainha Ester juntamente com Mordechay, depois que ele ascendeu ao cargo de ministro do rei Ahashiverosh, no lugar de Haman. Haman havia convencido o rei da Pérsia a autorizar o massacre e extermínio dos israelitas em todo território imperial. O dia do massacre tinha data marcada, estava previsto para o dia 13 de Adar, último mês do ano. Antes disso, Ester havia sido escolhida para ser a nova mulher do rei Ahashiverosh, no lugar de Váshit, que tinha sido excluída por desrespeito ao rei. Por saber que Mordechay era israelita, Haman, primeiro ministro, mandou preparar uma forca para enforca-lo, mas D'us agiu primeiro, fazendo o rei perder o sono e ir ler as crônicas onde estava registrado um ato heroico de Mordechay que havia salvado a sua vida por meio de uma denúncia contra dois eunucos que conspiravam matá-lo. Quando o dia amanheceu, o rei mondou chamar Haman e perguntou-lhe o que deveria ser feito a um homem de quem o rei se agradava, e Haman pensando que o rei se referia a ele, respondeu que o tal homem deveria ser vestido de vestis reais e montar o melhor cavalo do rei, puxado pelas ruas da cidade por um homem gritando: "é assim que o rei honra o homem de quem se agrada." Ao dizer isso, Ahashiverosh disse a Haman: Então vai e faz assim a Mordechay. O rei não sabia do ódio de Haman a Mordechay. Após fazer o que Ahashiverosh ordenou, Haman chegou em casa abatido e chamou sua esposa e seus amigos para contar-lhe o ocorrido e pedir-lhes conselhos, mas o que ele ouviu foi: "Se esse tal Mordechay diante de quem já começastes a cair, for um israelita, certamente cairás diante dele." Depois que Mordechay ficou sabendo que os israelitas da Pérsia estavam com data marcada para serem exterminados, procurou Ester e contou-lhe tudo. Após saber, Ester pediu que ele falasse a todos os israelitas do império que jejuassem por quatro dias seguidos. Após o término dos quatro dias de jejum, Ester entrou na sala do rei sob risco de vida, caso o rei não apontasse o cetro para ela. Ao entrar na sala, Ahashiverosh apontou-lhe o cetro permitindo sua entrada na sala real, e ao perguntar o que ela desejava, ela falou que se tratava de um convite para uma refeição especial para ele e seu ministro Haman. O rei aceitou o convite da rainha Ester e convidou Hamam, que contente, foi ao banquete preparado pela rainha. Foi durante a refeição que Ester falou ao rei sobre plano maldoso de um homem que planejou exterminar o povo a quem ela pertencia. O rei se irou e perguntou quem era esse homem e Ester respondeu que era Haman. O rei indignado, mandou fazer uma forca para enforcar haman, mas seus servos lhe disseram que já havia uma forca pronta que Haman havia mandado preparar para Mordechay, e assim, Haman foi enforcado na forca que havia preparado para Mordechay. Depois disso, Ahashiverosh ordenou que os israelitas se vingassem dos seus inimigos os matando na mesma data que eles marcaram para extermina-los e assim foi. No dia 13 de Adar D'us inverteu o que estava marcado para essa data, os israelitas do Império Persa, sob autorização do rei Ahashiverosh matou todos os seus inimigos nos dias 13 e o massagre se estendeu até o dia 14. Depois da vitória, essa data ficou conhecida como Purim, porque os inimigos lançaram sorte para o dia da matança dos israelitas da Pérsia, mas D'us inverteu essa ocorrência e o mal caiu sobre os nossos inimigos. Por milênios, Purim, literalmente sortes, é uma festa celebrada como dia de um grande livramento e vitória dados por D'us ao nosso povo israelita.
Rav Máximo Lins












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