“Não cobiçarás a casa, a mulher, o
servo, a serva, o boi, o jumento, nem coisa alguma do teu próximo.” Ver. 17 do cap. 20 de Shemot A
cobiça mencionada aqui é nada mais nada menos que DESEJAR O QUE É DE OUTRA
PESSOA. Bem, quero começar dizendo que um inimigo não é nosso próximo, inimigo
é inimigo e se não tivermos cuidado ele pode nos matar ou no mínimo nos
prejudicar, por isso, um inimigo nunca pode deixar de ser visto como inimigo.
Um inimigo não pode ser esquecido e nem perdoado, pois se não nos matou ou
prejudicou foi porque não pode e se um dia tiver oportunidade ele nos fará o
mal que deseja. Com relação ao nosso próximo, devemos agir diferente, devemos
nos alegrar com a sua felicidade até porque, como diz o Tanach, “Tem amigo que é mais chegado do que um
irmão”; mas é claro, se trairmos a sua confiança, traímos a nós mesmos e
pecamos contra o nosso D’us. O nosso próximo, ainda que seja um goy como
Potifar, deve ter o nosso respeito, mesmo que seja na sua ausência, e a
confiança que em nós for depositada deve ser honrada. Mas acima de tudo,
devemos temer ao Criador nosso D’us e nunca esquecer que se um dia violarmos a
sua lei, certamente teremos consequências, pois D’us não pede, D’us manda, e
quando não obedecemos Ele nos castiga. Que possamos nos alegrar com a
felicidade do nosso próximo e felizes pelas coisas que ele tem e que jamais se
passe pela nossa cabeça desejar os seus bens. E ainda que olhemos para o nosso
inimigo com um olhar de desconfiança, façamos o contrário ao ver o nosso
próximo, e diante de um espelho, falemos todos os dias: “Jamais trairei alguém que depositou em mim a sua confiança!” Por
fim temamos a D’us para não vivermos em baixa de maldição e não soframos as consequências
do pecado para que nunca carreguemos em nós, as sequelas da desobediência.
Kohen gadol Maximo Lins de Melo
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