Israelismo

Rav Máximo Lins

quinta-feira, 7 de maio de 2026

O fracasso de Bar Kochba

 

No ano 135 d.c., a Revolta de Bar Kochba (132-135 d.c.), a última das grandes rebeliões 


judaica contra o Império Romano, chegou ao seu fim catastrófico. O levante, liderado por Simão Bar Kochba (que muitos acreditavam ser o Messias), foi brutalmente esmagado pelas tropas do Imperador Adriano, resultando na queda da fortaleza de Betar e na devastação da Judeia.

Os principais acontecimentos de 135 d.c. foram:

A Queda de Betar (Agosto de 135 d.c.):

Após perderem o controle de Jerusalém, Bar Kochba e os remanescentes de seu exército refugiaram-se na cidade fortificada de Betar, próxima a Jerusalém. O exército romano, liderado por Júlio Severo, sitiou a cidade, que finalmente caiu.

A Morte de Bar Kochba:

Bar Kochba foi morto durante a queda de Betar. Segundo relatos, sua cabeça foi levada a Adriano como troféu.

Massacre e Devastação:

A repressão romana foi extrema. Estima-se que 580 mil judeus foram mortos em batalhas, além de milhares que morreram de fome e doenças. Centenas de aldeias e fortalezas foram arrasadas.

Escravidão em Massa:

Muitos judeus sobreviventes foram vendidos como escravos, a ponto de o mercado de escravos colapsar temporariamente.

Consequências de Longo Prazo:

Renomeação da Região:

Para apagar a ligação judaica com a terra, Adriano renomeou a província da Judeia para Palestina.

Proibição em Jerusalém:

Judeus foram proibidos de entrar na nova cidade romana construída sobre as ruínas de Jerusalém, chamada Aelia Capitolina.

Diáspora e Perseguição:

A revolta marcou o fim da independência judaica na antiguidade, intensificando a dispersão (Diáspora) do povo judeu e o início de perseguições religiosas severas, com a proibição de práticas como a circuncisão e o estudo da Torá.

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