No ano 135 d.c., a Revolta de Bar Kochba (132-135 d.c.), a última das grandes rebeliões
judaica contra o Império Romano, chegou ao seu fim catastrófico. O levante, liderado por Simão Bar Kochba (que muitos acreditavam ser o Messias), foi brutalmente esmagado pelas tropas do Imperador Adriano, resultando na queda da fortaleza de Betar e na devastação da Judeia.
Os
principais acontecimentos de 135 d.c. foram:
A Queda de Betar (Agosto de 135
d.c.):
Após
perderem o controle de Jerusalém, Bar Kochba e os remanescentes de seu exército
refugiaram-se na cidade fortificada de Betar, próxima a Jerusalém. O exército
romano, liderado por Júlio Severo, sitiou a cidade, que finalmente caiu.
A Morte de Bar Kochba:
Bar Kochba
foi morto durante a queda de Betar. Segundo relatos, sua cabeça foi levada a
Adriano como troféu.
Massacre e Devastação:
A repressão
romana foi extrema. Estima-se que 580 mil judeus foram mortos em batalhas, além
de milhares que morreram de fome e doenças. Centenas de aldeias e fortalezas
foram arrasadas.
Escravidão em Massa:
Muitos
judeus sobreviventes foram vendidos como escravos, a ponto de o mercado de
escravos colapsar temporariamente.
Consequências
de Longo Prazo:
Renomeação da Região:
Para apagar
a ligação judaica com a terra, Adriano renomeou a província da Judeia para
Palestina.
Proibição em Jerusalém:
Judeus foram
proibidos de entrar na nova cidade romana construída sobre as ruínas de
Jerusalém, chamada Aelia Capitolina.
Diáspora e Perseguição:
A revolta
marcou o fim da independência judaica na antiguidade, intensificando a
dispersão (Diáspora) do povo judeu e o início de perseguições religiosas
severas, com a proibição de práticas como a circuncisão e o estudo da Torá.

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