Após a derrota na Revolta de Bar Kokhba (135 d.C.), os romanos
devastaram a Judeia e proibiram os judeus de viver em Jerusalém.
Muitos sobreviventes foram escravizados. Grande parte da população refugiou-se na Galileia (norte de Israel), enquanto outros se juntaram a comunidades já existentes ao redor do mundo.
O mapa da dispersão a partir do século II seguiu rotas bem mapeadas:
• Galileia e Líbano: A região montanhosa ao norte tornou-se o novo centro intelectual e populacional do judaísmo na Terra de Israel, onde o Talmude de Jerusalém foi posteriormente compilado.
• Babilônia (atual Iraque): Refúgio histórico desde a Antiguidade. Esta comunidade tornou-se um grande polo cultural, onde se desenvolveu o Talmude da Babilônia.
• Bacia do Mediterrâneo: Comunidades se espalharam por Alexandria (Egito), Roma (Itália), Ásia Menor (Turquia) e Grécia, onde já havia uma extensa diáspora desde o Período Helenístico.
• Península Ibérica e Europa Ocidental: Grupos chegaram à Península Ibérica, onde mais tarde dariam origem à identidade judaica sefardita.
Essa expansão marcou a consolidação da Diáspora Judaica, fazendo com que a liderança religiosa e cultural mudasse dos sacerdotes do Templo para os rabinos.
Rav Máximo Lins

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